domingo, 29 de março de 2015

Bolero

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Sorriso em ré menor
 Sonho em si bemol
  Certeza em staccato
   Ouça o meu bolero.

sábado, 24 de janeiro de 2015

OM ॐ

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OM ॐ
Com o mesmo semblante
Do céu ao inferno
No infinito da mente
Tudo se mistura
E se emudece
Nas sensações tatuadas
Onde tudo é latente
Vida inteira vivida
No instante de um pensamento
O amor e o desamor
A calmaria e o tormento
Manadeira de todo sentimento
Uma metralhadora energética
Propagando absortos
Para todas as direções
E só basta um respiro
Daqueles
Conscientemente sentidos
Daqueles
Que duram mais do que um instante
Daqueles
Que elevam até o infinito
Pra fazer enxergar
Que tudo é como deve ser
Que tudo está como deve estar
E que assim é
E continuará sendo, até...
Assinado, eu.
(Foto do meu jardim. Meu melhor lugar do mundo depois do meu pensamento. A mesma paisagem retratando sensações opostas.)

domingo, 18 de janeiro de 2015

Se eu fosse uma pena

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Se eu fosse uma pena
Bem pequena
Branca ou colorida
Você ia me soprar
E voalá...
(Juro. Isso partiu de uma criança de 4 anos durante o banho.
Poesia infantil. Tesouro. Alberto poeta).

O vento e a flor

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O vento e a flor
A flor é beleza
é pura delicadeza.
O vento ninguém sabe.
Passou e ninguém viu.
A flor perfuma
e mil odores pode ter.
O vento não tem cheiro.
Passou e ninguém sentiu.
A flor colore
e de tantas cores pode ser.
O vento não tem cor
Passou e ninguém ouviu.
A flor é meditação
é estar e assim permanecer.
O vento é a instabilidade oscilante
entre a calmaria e a fúria.
A flor morreu.
Terminou seu ciclo.
Cumpriu seu papel.
O vento é perene
Vai ficar. Ser. Estar.
Permanecer. Durar.
O vento tem inveja da flor.
A quem eu quero enganar?

A sombra. A noite.

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A sombra. A noite.
A sombra, quando se faz noite, é aterrorizante.
E sedutora.
Só um foco de luz num poste solitário de uma viela de paralelepípedos.
Fraco. Falho.
Luz que projeta a silhueta do corpo em alguma direção.
Se a luz está acesa que lindo de se ver.
O desenho perfeito, os traços, as curvas.
Corpo desnudo em exibição de formas.
Se a luz apaga é o nada e não tem mais ninguém lá. Mesmo tendo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Toc toc

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Toc toc
Bater no vazio
Ninguém responder
Sentir o invisível sombrio
Gritar no vazio
De volta o eco ensurdecedor
Do silêncio
O avesso da palavra
é nada.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Volta ao vazio

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Volta ao vazio
Andar por ruas cinzentas em dias de chuva.
Subir montanhas rochosas debaixo do sol.
Cidade meretriz de muros descascados cobertos de limo,lodo, lama.
Sair sem rumo debaixo da tempestade.
Ver neblinas em noites de breu.
Tudo isso é nada.
Nada me pertence.
Eu não pertenço a nada.
Nada é de ninguém.
Só isso é verdade.
Tudo pertence ao ar.
Submersão infinita e sufocante.
E se falta o ar?
Tudo é morto, vazio e abandonado num frio doído de uma sexta-feira chuvosa qualquer, de qualquer janeiro, de qualquer tempo presente.
(vai virar música, só que não hoje).

Almas

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Almas

Minh'alma encontrou a tua
E juntos dançamos
Numa chuva de estrelas cadentes
De um céu desestrelado



domingo, 21 de setembro de 2014

Vai lembrar?

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E eu, no auge da minha inspiração noturna, compus essa singela canção.
Essa música é pra alguém especial.
Alguém que vai receber a mensagem lá no fundo do seu coração.
Eu sei que vai.


Tá vendo essa flor no jardim
Que eu rego
E que insiste em murchar?
É a dor que trago aqui
Não falo por mal
Me escuta, me ouve
O caminho é um só
É aqui
E tudo o que eu quero
E o que que eu falo e o que eu calo
É pra poder te dar
O sol de uma vida inteira
Mas de tudo isso
Se a sombra do tempo é o que você quer
Deixo ir
Vai, vai lembrar
Do abraço e do beijo e do som
Que tem a minha voz
Vai lembrar
Do amor castigado
Vai, vai lembrar
Das palavras singelas
Que eu tinha sempre pra te dar
Vai lembrar
Dessa dor?
Nem sempre a ferida escondida, velada
COnsegue apagar
Essa dor da desilusão
E a água que escorre sentida
Dos olhos direto na flor
Traz perdão
Quem faz renascer cada dia
De novo
O brilho do sol
É o querer de estar sempre bem
Vem cá fecha os olhos
Te pego no colo
Seguro a tua mão
Meu amor....


domingo, 29 de junho de 2014

A minha casa é o meu templo sagrado

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A minha casa é o meu templo sagrado

Tenha gratidão pela casa que te abriga. Ela é sagrada. Ela é o seu templo. 

Nossa casa possui toda a nossa essência. Ela é como você é. Ou ainda, ela está como você está. Se você está em harmonia, sua casa será harmônica. Se está infeliz, sua casa será fria ou escura, ou ainda, não será acolhedora. O nosso interior cria o nosso exterior. Se você não gosta da sua casa, provavelmente está insatisfeito em algum campo da sua vida e não se sentir bem dentro da própria casa é fonte de grande infelicidade e causa de doenças físicas, psicológicas e espirituais.

Isso não tem a ver com decoração, com ter ou não ter dinheiro para uma reforma. Isso tem a ver com algo mais profundo, com a nossa energia interior. Existem casas muito simples (de barro até) extremamente harmônicas, organizadas, claras e cheias de boas vibrações. Existem casas grandes, ricas, bem decoradas, porém frias e que não acolhem. Assim como existem as casas simples e desorganizadas, mal cheirosas, entulhadas de coisas desnecessárias e tão cheias de melancolia e casas ricas extremamente acolhedoras e harmonizadas. Tudo isso está ligado ao nosso Eu interior.

Ao entrar em casa é preciso ter todo carinho e cuidado. A casa é um templo sagrado e por isso merece todo respeito. Não devemos invadi-las como fazem os ladrões. A primeira coisa a fazer é contemplá-la mentalmente, pois ela é especial. É o nosso abrigo, para o corpo e para a alma. Antes de adentrá-la devemos demonstrar reverência e ter por ela um enorme sentimento de gratidão.

A nossa casa é o ninho que nos acolhe todos os dias e nos protege da chuva, do vento, do sol, do frio e do calor. Devemos ter por ela todo o respeito. É o lugar onde nossos filhos crescem e se desenvolvem intelectualmente recebendo o alimento do corpo e do espírito, dado por todos que ali habitam. É onde aprendemos a viver em comunidade, dividindo tarefas, auxiliando o próximo, respeitando as regras para uma boa conviência.

A casa é muito mais do que um amontoado de concreto e peças decorativas. A casa é o nosso lar onde escrevemos a nossa história e onde plasmamos quem somos.

Nossas melhores lembranças estão naquela casa em que vivemos quando crianças. As canções, o cheiro de uma boa comida feita com amor, aquele livro encostado na cabeceira da cama, a roupa macia, a cama quentinha, a textura do sofá da sala são sensações ricas que jamais se apagarão da nossa memória afetiva.

(Dany, Danielle)
Post de contemplação e gratidão.