sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sua árvore de Natal ainda está inteira? A importância dos limites.


Ainda faltam alguns dias para a chegada do Natal mas vim avisar que a minha árvore e demais decorações natalinas estão exatamente no lugar onde as deixei.
(Para ser mais sincera ainda, somente as luzes do pinheiro do jardim foram destruídas, mas não por crianças, e sim por um coelho mal educado e sem limites).
Falo isso porque visitando alguns blogs e ouvindo também pessoas ao meu redor escuto e leio absurdidades infantis do tipo: minha decoração já está destruída. Meu filho derrubou a árvore, quebrou os enfeites, destruiu as luzes.
Gente! O que é isso?
Imagino essas pessoas vivendo em casas pichadas, com paredes manchadas por pés até o teto, pedaços de comida por todos os lados e sofás rasgados por uma criança com uma faca na mão.
Surreal!
Desculpe mas eu não quero a visita dessas mães com seus filhos sem limites na minha casa. Nunca!
Nessas horas lembro do meu tempo de professora e o quanto essas crianças, as sem limites, sofriam para se adaptar a uma realidade onde existem as regras de boa convivência a serem seguidas, padrões de educação a serem respeitados, horários determinados, atividades a serem realizadas.
Essas crianças tinham, em sua maioria, problemas de aprendizagem que caminhavam lado a lado com a sua falta de limite e educação.
Na hora de prestar atenção em algo proposto pelo professor, um simples pedido de silêncio, de sentar no local indicado, essas crianças sem limites queriam fazer qualquer outra coisa que não aquelas que as limitassem, obviamente, já que em casa elas podiam fazer tudo.
Mas que saco é a escola! - Elas exclamavam!
Não. A escola não é um saco.
A vida para essas crianças será sempre um saco, pois não é só na escola o local onde a boa educação deve ser aplicada.
E a culpa é de quem? (respondam mentalmente)
Se uma criança destrói a sua própria casa, ela destruirá a decoração na casa do amiguinho, destruirá a decoração feita na escola para recebê-lo (e sabe-se lá que outros tipos de vandalismo ele praticará na vida)  e sabe porque?
Porque não ensinaram para ela o significado das palavras RESPEITO e LIMITE.
Não quero dizer que sou padrão de educação não, até porque educar é uma constante,  um eterno aprender, rever e repensar.
Mas acredito que a base inquestionável da educação é o respeito, o limite (o significado do sim e do não) e o amor.
Educar, é saber dizer sim quando tem que ser e não quando este deve ser dito.
Deixar a criança chorar porque você disse um não é também uma forma de mostrar que você a ama e prepará-la para o convívio com outras pessoas, que não dirão "o sim" que ela espera sempre ouvir.
Uma forma que encontrei (ainda com o meu primeiro filho) de diminuir estas frustrações foi bem simples: anteceder o problema avisando o que pode e o que não pode, apresentando as devidas consequências de cada escolha que a criança faça.
Então antes de sair para o passeio no parquinho combinávamos como tudo seria, ainda em casa:
- Vou levar você ao parque, porém na hora que a mamãe falar que vamos voltar você não poderá chorar, fazer birra ou qualquer coisa do tipo, senão amanhã não iremos. Você ainda assim quer ir ao parque? Entendeu e aceita isso que a mamãe falou?
Claro que a resposta da criança é sempre sim.
Antes de sair do parque, funciona, também, avisar que está se aproximando o final daquela atividade e relembrar, antes de tirá-lo da brincadeira, que teremos que ir embora: - faltam 10 minutos para irmos embora. Você se lembra o que combinamos, né?
E isso quase sempre funcionou. E quando não funcionou foi cumprido o que prometido caso ele desobedecesse o nosso combinado.
A mesma coisa acontece quando vamos a uma loja, ou supermercado por exemplo, sempre aviso antes mesmo de sair do carro: não pode botar a mãozinha em nada, combinado? Se colocar a mãozinha mamãe volta pro carro, entendido?
E a regra é quase sempre respeitada, e caso não seja, será cumprido o que foi dito antes e voltamos para o carro.
Acredito que assim se educa, tendo trabalho.
E vamos combinar, educar é um  trabalho árduo, "diário, horário, minutário, segundário" e que agrega responsabilidades imensuráveis, mas que frutifica bons resultados se feito de forma prudente e coerente.
O mais fácil, obviamente,  é botar uma bacia de pipoca no meio das pernas, ver o circo pegar fogo a sua volta e reclamar do filho "endiabrado" que se tem em casa.
Ele, apenas é o fruto da  permissividade de pais sem compromisso com a educação dos próprios filhos.

11 Comente AQUI!:

Amábile - Mãe de dois disse...

a minha tá inteirinha e o combinado é cumprido , educar não é fácil , adorei o post .
bj

Nanda disse...

Ufa, a minha ta inteira. rsrs.. Sabe que ela até tentou mexer pra desmontar e montar de novo, pq curtiu o lance... mas tomou uma chamada de atenção e pronto. resolvido.

Graciane Ivanow disse...

Aqui em casa a decoração está inteira, perfeitinha, tudo no devido lugar. Até porque desde pequenininha minha filha me ajuda na montagem dos enfeites e não vai querer destruir o que ela mesma fez.
Limite é limite e dizer não aos filhos quando preciso faz um bem enorme à sociedade!
Beijocas e ótimo post, se toda mãe pensasse assim a sociedade estaria muito mais humanitária.

Isabela Kanupp (Kira!) disse...

PQP você!
Que texto mais... foda.
Todos nós sabemos que crianças são difíceis, SÃO curiosas, mas não é por isso que elas tem de ser destruidoras. Educar da trabalho, é tod dia, é desde bem pequeno, cansa, frustra, da vontade de jogar tudo para o alto.
Mas olha, vale a pena.
Eu ainda tenho receio, confesso, da Beatriz destruir as coisas, principalmente na casa dos outros. Mas isso não acontece. Ela viu a árvore enorme da casa da vovó, mexeu nos enfeites, mas nem tirar da árvore tirou. Vai la quando qur, olha, e volta.
Fim.
Simples.

Beijos

Ingrid Souza disse...

Olá, vim parar aqui através do Mamães Coruja do face. =)

Gostei do seu texto, mas devo lembra-la de que cada caso é um caso, aqui em casa a decoração de Natal está fora do alcance do meu filho, ele só tem 16 meses e apesar de já ouvir muitos "não", ainda não entende muito bem e inevitávelmente vai ceder a curiosidade de atacar a árvore, pretendo ir fazendo tudo aos poucos, esse ano colocamos um advent calendar pra ele, ano que vem quem sabe baixamos a árvore, você com sua experiência pode me dizer que estamos fazendo errado, mas eu como mãe acredito ser o melhor pra nossa familia pois dessa forma também respeito o espaço do meu filho e dou a ele de ser criança e poder continuar correndo livre pela casa.

Fui criada assim e acredite, deu muito certo, nunca tivemos nenhum tipo de vandalismo em casa ou na casa dos outros, nunca tive problema de aprendizado de desde muito cedo sabia oque podia e oque não podia, porque afinal, cada caso é um caso! =)

Beijocas

Diário da mãe e da filha disse...

A minha árvore? Inteira.

Educar é difícil? Sim.

Gostei do post!

Beijos

Ana Carla Benet disse...

Gabi NUNCA desmontou as coisas aqui. A gente ensina exaustivamente, deixa olhar, tocar, mas nunca destruir.

Cresceu com limites, posso levá-la a qq lugar, sem medo.

Roberta "Mimi" disse...

Compartilho da opinião da Ingrid.
A nossa árvore não está inteira, pois tenho dois filhos curiosos, mas não baderneiros, e aquelas mãos pequenas adoram mexer, mexer e mexer naquelas bolas e laços coloridos. E pode acreditar em uma coisa: eles só mexem em casa, pois fora de casa só recebem elogios pela educação que tem.
A casa também é deles, e se não puderem explorar aqui, vão fazer aonde?
Isso NÃO significa que eles não recebem "não", muito pelo contrário, disciplinamos sim, e muito.
Beijo,
Roberta, mãe dos gêmeos Rute e Miguel

Dany, Danielle disse...

Roberta, então o caso dos seus filhos não aplica-se ao que foi dito no texto. Trata-se de crianças sem limites. A diferença entre explorar e destruir é imensa. Explorar é natural, deixar destruir é outro assunto, esse sim explorado no post.

Mãe de três disse...

Ak em casa foram eles que montaram a árvore, fui dando os enfeites e eles colocaram , só a Bbl que tem 1 e 6m não ajudou, ela já foi com sua mãozinha mexer, mais disse para ela que não e ponto final , não mexeu mais, tem de ter limites sim , e educação sim , porém cada mãe sabe onde aperta o seu calo, exite crinças na minha família que eu não gosto de receber ak na minha casa justamente por essa falta de educação e respeito, bjks e boa semana.

Sandra Lima disse...

Dany, concordo com cada palavra que você disse! Minha árvore está intacta, assim como acontece todos os anos, e como sempre foi na casa da minha mãe.
Educar dá trabalho, muito trabalho, principalmente no começo, depois a coisa flui mais fácil, mas ainda assim é sempre muito trabalhoso. Só que todo bom trabalho nos oferece uma boa recompensa!
Beijos

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