sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Nosso amor só nosso - Capítulo 11

Onde foi mesmo que eu parei?
Ah... lembrei.
Fiquei tantos dias sem escrever minha novelinha mexicana que foi até difícil encontrar o fio da meada.
Mas vamos lá.
Era o momento, novamente, do reencontro.
Estávamos há mais de 1 ano sem nos ver.
Exatamente 1 ano e 5 meses só tendo contato por telefone e Msn (24 horas por dia. Nesse momento da minha vida Massimo estava mais presente do que nunca. Participava, à distância, ativamente da minha rotina e de todos os acontecimentos da minha vida. Sei que é estranho isso para quem nunca imaginou ou viveu algo parecido, mas acredite, era exatamente assim. Ele estava mais presente na minha vida estando a milhares de quilômetros que muitos amigos e parentes que estavam a minha volta. Ele sabia mais de mim do que minhas melhores amigas.)
Nessa fase do nosso namoro virtual tínhamos uma frequência tão enorme de encontros virtuais, que, praticamente esquecíamos que estávamos separados por aquele monitor. Massimo morava dentro do meu quarto e eu morava na Itália (ai como sou chique - dentro do computador dele).
Mas, para a nossa felicidade, o dia do reencontro havia novamente chegado.
Eu estava lá no aeroporto, 1 hora e meia antes do vôo dele chegar, pois a ansiedade não me deixava ficar parada em casa. Eu não cabia em mim e em nenhum lugar. Nem naquele aeroporto eu cabia.
Ai como eu queria ter o poder de adiantar o tempo. Já sentiram essa vontade, de quebrar o vidro do relógio e adiantar o ponteiro levando  o tempo junto?
Naquele momento que antecedia o nosso encontro, o meu corpo dava todos os sinais do que aconteceria em breve: meus ossos tremiam, meu estômago gelava, meus pés não se fixavam no chão.
Era muita emossaun, Brasel!
Então que a porta abre e lá de dentro daquele desembarque sai todo mundo, menos ele.
Claro né?
É a lei de Murphy atuando no aeroporto: quando você estiver muito, mas muito, extremamente ansiosa e quase morrendo esperando alguém chegar, a pessoa que você espera ou vai ser a última a sair ou, por causa de algum imprevisto, chegará no próximo vôo. Fato!
Eu sempre ficava um pouco mais distante daquele local onde se espera os que chegam para não ser pega de surpresa e também, para ter uma margem de segurança para a minha miopia poder enxergá-lo ao se aproximar.
Já pensou que louco se confundo ele e abraço outro cabeludo qualquer que está chegando por pura vaidade de não colocar meus óculos?
Então minha estratégia era  me afastar bastante e ver, de longe, aquela seleção natural de um que chega e vai pra sua namorada, o outro que chega e vai para a sua mãe e o que restasse e tivesse cabelo grande e 1,82 m de altura seria o meu. Hahahaha... brincadeira gente, fazia isso porque sou tímida mesmo e assim, tinha um momento a mais para respirar fundo antes do encontro.
Que demora... que medo... que ansiedade. Ele não saía daquela porta.
Olhava o celular. Olhava o painel.
O avião era aquele, mas será que ele não tinha vindo?
Vamos, Murphy, não vim aqui pra brincar com você hoje não, seu carente!
Mas, ainda bem que aquele desespero todo não passava da minha ansiedade gritando.
Eis que ele surge, com aquele andar dançado só dele, aqueles cabelos lindos e um olhar apaixonado que me deixava ainda mais nas nuvens. Era ele, o meu amor que, novamente, tinha vindo para mim.
É indescritível aquele momento do nosso primeiro olhar se cruzando.
São as coisas inexplicáveis do amor.
Era como se todas as pessoas ao nosso redor desaparecessem.
Bregogê essa parte da narração mas vou continuar a descrever.

Se você não é muito romântico, don´t worry, sacos cairão automaticamente sobre as suas cabeças para que você prossiga na sua leitura.

Era como se fôssemos transportados pra outra esfera por alguns segundos.
O primeiro abraço. O primeiro beijo. O enfim juntos novamente. As palavras que descrevem aquele momento e todos os dias que viriam a seguir são: intensidade e paixão.
Quem nunca viveu isso eu aconselho: não passe por essa vida sem sentir essa explosão de sentimento. Faz um bem danado ao corpo, à mente, à alma, ao coração.
Estávamos vivendo, pela terceira vez, a parte real do nosso amor.
Fazia 3 anos e meio que estávamos juntos virtualmente e aquele, era o nosso terceiro encontro apenas.
Massimo, dessa vez, ficou hospedado na minha casa. Já era oficial que estávamos juntos para a família e para o mundo.
Dessa vez, resolvemos estreitar nosso relacionamento de uma forma especial, pois sabíamos que em breve iríamos nos separar novamente e que seria incerto o nosso próximo encontro (de novo, ai ai ai).
E como forma de selar nossa união, nos dirigimos a um templo, um lindo templo em Brasília e, diante de Deus, prometemos um ao outro que ficaríamos juntos para sempre.
Brincamos de casar. Foi tão lindo! Uma celebração nossa, só nossa, já que o amor era nosso, só nosso.
E aqueles que me chamavam de maluca, de sem noção, começavam a ver que aquela história meio sem pé nem cabeça estava realmente acontecendo de uma forma intensa e real.

- Um parêntese importante dessa história:  Massimo tornou-se padrinho de batismo da Maria Fernanda.


Passado um mês, Massimo voltou para a Itália, mas dessa vez, com a certeza de que, em breve, muito em breve, voltaria para ficar.
Ele tinha decido morar aqui, abandonar tudo e ficar aqui, comigo, com a gente.
Estava apaixonado pelas crianças. Estava certo de que aquela, era a vida que ele queria viver.
As coisas não foram exatamente como esperávamos, nem tão rápidas.
Ele foi embora em julho de 2006 e só veio morar aqui em julho de 2007. Parece pouco, um ano. Seria pouco sim se já não estivéssemos há 4 anos distantes um do outro, vivendo um amor virtual.
Estávamos no limite. Eu não aguentava mais a distância, a espera.
Aquilo estava me abalando muito psicologicamente.
E neste 1 ano, algumas coisas sérias aconteceram, comigo, com ele, com a minha saúde e sanidade mental (como se um dia eu tivesse tido isso! hahaha)
Cenas do próximo post.
Bye

Trilha sonora desses momentos:

18 Comente AQUI!:

Clau Finotti disse...

Oi Dany!

Menina, fiquei com aquela sensação de ansiedade e nó no estômago só de ler esse post junto com você!

Affff... eu não sei o começo da sua história, se começou na net ou de outra forma, mas me vi nesse encontro no aeroporto. Eu conheci meu marido pela net, e no dia do primeiro encontro eu quase nem consegui comer (pelo menos fiquei com barriga menor, hehehe). É uma coisa que realmente, só quem passa prá saber e tem que passar pelo menos uma vez na vida por isso.

Estamos há nove anos juntos, com muita felicidade e amor, sempre.

Vou fuçar aqui prá achar o resto da sua história,rs...

Beijocas.

Clau

Ana de Geo disse...

Ai, adoro! Desde que vc me visitou e eu pude vir aqui pra te conhecer melhor (ai, bendito o dia em que isso aconteceu!!! Obrigada, Deus!) eu vim aqui, conheci a sua família, comecei a ler a sua história em capítulos, e cá estou eu ansiando por cenas do próximo! Adooooooro uma boa história de amor! A minha é parecida, mas ele é brasileiro, morando fora... ele virá em janeiro, tomara! Não vejo a hora. Fica com Deus. Abraços pras crianças!

Jéssica Verena disse...

Ai aii pena que é dividio por partes, adoro lerrr e fico curiosa querendo saber o proximo capitulo rsrs, espero que nao demore pra postar kkk

O bom disso tudo é ver hoje, que estao juntinhos e felizes :)

Ana Carla Benet disse...

Ai, eu li os 11 capítulos seguidos, como vou conseguir esperar o 12º?
Tô ansiosa.

Bjo

RetroMomentos disse...

Fiquei curiosa! bjuss

- Futura mãmã ! disse...

Gosteiii = D

Beijo

Maria Helena disse...

Ai ai ai !! Anda com isso ssrrsr tô ficando com urticaria de tanta curiosidade srsrs Ameeeeeeeeeeiii o encontro no aeroporto Bjis

Margaretss disse...

Ahhh...eu adoro essa novela mas detesto quando chego no final do post... dias e dias de tortura intensa esperando pelos proximos capitulos...
como faz pra agilizar isso ai?
beijoss

Letícia Atelier Click! disse...

Aiii adoro histórias de amor! Não demora pra postar o capítulo 12!
Bjs

Veronica Kraemer disse...

Danyyyyyyyyyyyyy amada, sou a maior fã da sua novelita!!! Tu não tem noção!!!
Portanto, cara amiga, não demore tantoooooooooooooooo pelo próximo capítulo, ou tu tá querendo fazer a gente sofrer aqui?
Amo muito tudo isso!!!
Beijossssssssssss
Vero

Funny Paper disse...

Para viver um grande amor a gente tem mesmo que se jogar de cabeça e, principalmente de coração! Linda a história de vcs!

Bjs

Sil

Tabuleiro Chic disse...

Que legal!!!!Beijinhos e apareça no TC!!!!

Rogerio Rinaldi e Glorinha Rinaldi disse...

Adoramos o seu blog,é maravilhoso e sempre estamos por aqui conferindo todas as novidades.
Desejamos a vc uma ótima semana.
Super beijos da Glorinha.
http://sbrincos.blogspot.com

Dri Viaro disse...

gente q historia mais fofaaaa, to amando!! meu marido conheci pela net, mas moravamos perto rs e estamos casados a 10 anos :)

beijos

ruma disse...

Hello, Dany, Danielle.

The graceful sense wraps your artworks.
It's excellent and lovely...

The season of colored leaves, heartwarming atmosphere.

The traditional celebration, kimono infants.

The prayer for all peace.

Greetings.
From Japan, ruma ❀

Ana Cristina disse...

AAAAAAAAHHHHHH!!! Não pára, não pára!!! Quero o resto da história Dany!!!
Comecei minha novelinha "Eu e o pai dos 4" no ano passado e ainda não terminei. Mas agora, me empolguei com sua história de amor e acho que vou terminar de contar a minha.
Vai me visitar, tô com saudades...
Beijocas
Ana Cristina

Sandra Lima disse...

Dany, a cada capítulo fico mais apaixonada pela sua história!
Beijos

Caroll disse...

Oba!!
A história real de amor continua!!
Aeeee!!
Tava triste porque pensei que a senhorita não ia continuar....
Bjs

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