domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nosso amor só nosso - Capítulo 13

A história começa aqui: (capítulos anteriores)

Capítulo 1.
Capítulo 2.
Capítulo 3.
Capítulo 4.
Capítulo 5.
Capítulo 6.
Capítulo 7.
Capítulo 8.
Capítulo 9.
Capítulo 10.
Capítulo 11. 
Capítulo 12.


Venho sofrendo bullying no fecebook por meio de algumas amhegas (Vero, Ana Carla, Iara, Margaret etc, etc etc) que ficam me ameaçando e me chamando de volúvel, ignóbil, pachorrenta, pernóstica que eu nem sei o que significa, mas poxa me sinto ofendida... (kkkk mentira, elas só cobram de vez em quandinho e com razão porque abandono a história da minha vida às moscas varejeiras).

Por isso acordei às 4 dessa madrugada de domingo para escrever mais um capítulo especialmente para vocês, anjas.
Recompemsem-me com massagens (não vale do groupon, pelamor de Deus), flores, Dom Perignon, diamantes e bombons. Hello???

Demorei tanto para escrever que vou deixar o link do Capítulo 12 aqui para quem quiser relembrar.
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Quando Massimo voltou para a Itália nosso amor estava ainda mais forte.
Quanto mais nos conhecíamos, mais nos amávamos. Era inevitável.
Não tinha freio, não tinha escapatória. Era como um funil que nos levava para o mesmo lugar, estreitando nossos caminhos cada dia mais e mais.
Nosso relacionamento sempre foi permeado por 3 pontos fundamentais: sinceridade, respeito e amor.
Acho que foi esse o grande segredo de ter dado certo apesar da distância, dos obstáculos e de todo o resto.
Ficamos mais 5 meses distantes um do outro, mas dessa vez fui eu quem fiz as distâncias se encurtarem.
Fui à Itália vê-lo, em dezembro daquele mesmo ano em que ele esteve aqui.
Trabalhei duro para conseguir bancar aquela viagem.
Lembram que eu estava desempregada, né?
Cheguei a dar 5 horas de aula de dança de salão seguidas, num domingo, para o mesmo aluno, pra levantar o dinheiro da viagem.
Pelo amor de Deus, hoje se escuto Leila Pinheiro cantando "Dois pra lá, dois pra cá" começo a babar verde e bater a cabeça na parede, serião.
Nessa fase da minha vida aprendi a lição que, para se conseguir algo que parece grande  é preciso foco, determinação e trabalho duro.
E foi isso o que eu fiz.
Coloquei no papel o quanto precisaria levantar de $$ para a viagem + sustentar minha família naqueles meses + ser feliz comendo umas "esfirra delícia" no Habib's no final de semana, fiz uma estratégia de ação e segui em frente sem olhar para o lado.

Era a formatura dele naquele mesmo ano, ele tornaria-se doutor em economia, defenderia a sua tese e eu queria e precisava estar ao seu lado num momento tão especial da sua vida.

Nos dias em que estive em Napoli, eu queria apenas 2 coisas: estar ao lado dele e estar ao lado dele.
 Estudamos juntos diversas vezes (ele lendo e relendo em voz alta a sua tese, treinando a sua apresentação que aconteceria em poucos dias e eu ali, o admirando  e desmaiando pelos cantos de fogo e  paixão enquanto não entendia uma palavra do que o meu Iaiá, meu Ioiô estava dizendo, pelamor de Deus, wathever do amor #wandorip #calcinha).


Foram dias inesquecíveis e marcantes para a nossa história, sem dúvida.
As paisagens que vi ali,  os incríveis aromas adocicados das vielas napolitanas, as roupas estendidas nas varandas da cidade, o frio cortante em nossos rostos nas noites românticas em frente ao mar mediterrâneo.
Aquelas flores vermelhas nos muros envelhecidos da arquitetura antiga de Napoli eram agora o pano de fundo da nossa história.
As músicas que tocavam no rádio nas ruas da cidade que percorríamos tornaríam-se a trilha sonora da nossa vida.
Conheci a família do Massimo,  um caso a parte para ser narrado.
O verdadeiro sentido da palavra família é ilustrado pelos Antonacci de maneira sublime.
Todos foram super receptivos, amáveis, simpáticos comigo desde o primeiro instante e amaram me conhecer ( até porque sou linda, fofa e um poço de doçura então só não me ama quem me odeia. Simples! kkk).
Aprendi e aprendo todos os dias valores familiares preciosos, esquecidos e jogados para escanteio pela maioria das famílias hoje em dia.

Conheci a sua cidade, digna de um príncipe como ele, cheia de lindos castelos, praias de pedra, mágicos pores-do-sol, tardes cinzas, noites frias.

(Ai gente, me deixa que sou pícara sonhadora assumida e acredito em histórias de amor, até porque vivo uma até hoje, todos os dias. Acredito sim em príncipe encantado real, com qualidades e defeitos (1000 pra um em proporção) que ama, que cuida, que protege, que faz feliz.
Se você é dessas que diz: príncipe encantado não existe, histórias de amor são lendas, das duas uma:  ou é porque você nunca viveu um amor verdadeiro na sua vida inteira ou é porque está com o coração cheio de mágoas e ferido. Não faz isso com você não. Amar é tão bom! E para amar, o coração precisa estar vazio de todo e qualquer sentimento oposto a ele, porque o amor é como a água, puro, límpido e não se mistura com o azeite das frustrações e infelicidades.)

Nossos corações, naquele momento, explodiam de felicidade e amor.
Estar com ele ali, ver a sua realidade... era lindo.
Conheci todos os seus amigos, conheci os lugares que ele frequentava, os pubs em que ele tomava café, o posto de gasolina em que ele abastecia o carro, a tabacaria em que ele comprava cigarros (na época ele ainda fumava, parou tem mais de 2 anos, antes de Alberto nascer).
Cada local de Napoli, para mim,  tinha o seu encanto, pois era um pouco mais dele que estaria guardado em mim para sempre.
Para todos os seus amigos a fala era única: finalmente conheci a mulher que fez a macumba que conquistou o coração do Massimo.
A esta altura do campeonato, todos já sabiam da loucura dele para vir logo morar no Brasil e que a vida dele girava em torno deste sonho.
Ele comia, dormia, acordava com esse propósito: deixar a Itália e vir de vez para onde o sonho dele estava.
(Dsclp mas o sonho dele era eu, as mina pira hahaha).

Daí uma voz ao fundo da plateia me pergunta: mas porque ele não ia logo, cacilda?

Pois é, daí a explicação lógica para todo esse tempo longe um do outro.
Massimo é uma pessoa extremamente inteligente e prudente.
Apesar de todo o amor que sentiamos um pelo outro, na vida real precisa-se mais do que sonhos para vencer o dia-a-dia.
Então ele concluiu que, se viesse sem nada, sem nenhuma estrutura, nosso amor estaria fadado ao insucesso (frase de efeito da escritora. Academia Bras. de Letras, tô cheganu).
Porque amar com a barriga cheia de lagosta e o pé calçando Louboutin é fácil, agora amar vendendo o almoço para pagar o caldo de cana do jantar, calçando ipanema porque a havaiana tá cara é outra história, pode acontecer, mas o risco de tudo ruir é bem maior. Ele não queria correr este risco, queria ter a certeza de que tinha feito tudo para dar certo.
Então ele tinha um plano e este plano tinha que ser cumprido para que ele pudesse vir. Era o pré-requisito.
E o plano era: comprar uma casa na Itália, deixar alugada e só então vir morar aqui. Pois, com o dinheiro do aluguel ele teria tranquilidade e tempo para decidir o que fazer aqui no Brasil.
Então, foram meses e meses e mais meses procurando a casa ideal para comprar, no valor que ele queria pagar.
Fase negra na vida do meu amor que acordava cedo e percorria cada cantinho de Napoli em busca desse portal da libertação dele.
Foi difícil demais achar o imóvel. Foram momentos de muito estresse.
Ele, muitas vezes se viu sem esperanças, depois de dias e dias de procura sem sucesso.
Voltava pra casa, com expressão triste, muito calado, com olhar distante.
Eu via tudo aquilo e não entendia nada.
Achava que ele estivesse em crise, querendo desistir de nós.
Mas na verdade ele estava em crise, querendo vir logo e sem poder.
E os dias se arrastavam. E os dias passavam.
Passávamos os dias conversando banalidades sobre a vida, relembrando momentos lindos da nossa história, mas evitando falar em planos para o futuro, já que a incerteza era a roupa que o futuro vestia e tocar neste assunto era como mexer numa ferida exposta.
Só que internamente isso nos corroia. A incerteza estava competindo com o amor dentro de nós. Ela queria calá-lo enquanto ele gritava para sobreviver.
Nós estávamos cada vez mais cansados da distância, do amor não concretizado.
Ele lutava de lá para conseguir o que queria e eu lutava daqui buscando forças para acreditar que ele conseguiria e que ainda queria lutar por tudo isso.
Muitas vezes duvidei de que ele quisesse realmente deixar tudo: família, amigos, seu país, sua cidade.
E nesses momentos um abismo se abria dentro de mim.

Ai gente, quanto mais escrevo nossa história mais a amo. Parece que nem sou eu, sabe?
Parece que li um livro de Shakespeare e estou escrevendo uma resenha dele.
Mas daí penso que é a nossa história real e, nesse momento, no meu olho esquerdo, forma-se uma piscininha de lágrimas pronta pra desaguar.
Coisa linda isso.
Xô ir ali abraçar meu nêgo e dormir grudadinha nele pra acreditar que tudo isso é real!

A música daquele momento, é essa, que amo de paixão:



Se você ainda não sabe do que se trata, ou perdeu alguma parte, taí a novela,  toda organizadinha e na ordem: 

Capítulo 1.
Capítulo 2.
Capítulo 3.
Capítulo 4.
Capítulo 5.
Capítulo 6.
Capítulo 7.
Capítulo 8.
Capítulo 9.
Capítulo 10.
Capítulo 11.
Capítulo 12.

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10 Comente AQUI!:

Jéssica Verena disse...

*Suspirooos*

Adoro ler a historia de amor de vocês..me sinto lendo um livro da Danielle Steel...bem romantico...ADORO!

Ja estou aguardando o proximo capitulo... e espero realmente que nunca tenha fim...

Beijoos

Margaretss disse...

Ai Dani, eu lendo esta historia magica num lugar nada magico (fucb), mas so ia sair daqui depois que lesse tudinho.
Tu sabe que adoro o jeito que tu escreve ne?
E sabe que adoro historias com principes encantafos
E sabe que adoro esta historia de voces....
E sabe que adoro tu....
Beijo

Clau Finotti disse...

Oi Dani!

Historia linda contada de um jeito muito engraçado. Combinação perfeita. Adoro!

Beijos.

Clau

iaiass disse...

acabei de me teletransportar ..ainda estou na Italiaaa amiga !!! o ruim é que agora vem a judiaçaooo ,capitulo 14 cd vc????? ah nemmmmmm Adoro ler pq é como se estivesse te ouvindo contar...igualzinho,brincalhona do jeito q vc é,romántica...uma beijokaaaa!

iaiass disse...

Acabei de me teletransportar ainda estou na Italiaaa amiga!! agora vem a judiaçao capitulo 14 cd vc????????? ah nemmmmmmm..Adoro ler pq é como se estivesse ouvindo vc contar,romántica e brincalhona do jeitinho que vc é...uma beijoka!!!!

Diário da mãe e da filha disse...

Ai querida, que história linda!! Adorei!! Estou adorando ler esses capítulos

Você sumiu lá do blog? Saudades de você por lá, rs. Não me leve a mal.

Beijos

Ana Carla Benet disse...

Aiiiii ... que bom ler mais um pedacinho e ficar com vontade de ler mais! Mesmo sabendo o final da história, é bom ver a caminhada percorrida.

Já perdi as contas de qtas vezes ele veio e se foi e de qto tempo já passou entre a 1ª vinda dele e sua ida. Acho q vou ter q ler dinovo! kkkk

Veronica Kraemer disse...

Danyyyyyyyyyy, amei, chorei, e te agradeço por mais um capítulo. Achei que tu tinha esquecido de minhas súplicas... rsrsrsrs
O amor move tudo, né não, Dani? E a hostória de vcs. é linda demais, e merece ser contada nos mínimos detalhes!
Te adorooo
Bjos
Vero

Caroll disse...

Dany,
Adoro ler tua história.
Saber que ainda existem amores assim me deixa feliz!! =)
Bjs,flor

Maria Duda disse...

Ui como demorou, mas valeu a pena! Aguardando cenas dos próximos capítulos hein!!

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